Muitas pessoas buscam tratamentos estéticos, como a drenagem linfática, com o objetivo de emagrecer. Mas será que esses tratamentos realmente tem esse efeito? Para esclarecer essa dúvida, é preciso primeiro entender como a drenagem linfática funciona.
O sistema linfático, mesmo apresentando vasos frágeis, auxilia na remoção do excesso de líquido, moléculas de proteínas e resíduos celulares que vêm do resultado do metabolismo celular, entre outras matérias dos espaços teciduais. Além de seu funcionamento ser ligado ao sistema vascular, pode ser visto como alternativo meio de drenagem, tornando os líquidos em movimento, trazendo equilíbrio de proteínas e líquidos teciduais.
Qualquer alteração negativa no funcionamento circulatório normal do organismo pode caracterizar disfunção, podendo acarretar a necessidade de optar por um sistema de drenagem externo. Neste caso, a drenagem linfática manual está indicada para inchaço, podendo ser priorizada também em casos de pré e pós-operatório, desintoxicação, regeneração do tecido e caso de comprometimento do retorno da circulação sanguínea.
O líquido que está no espaço entre tecidos é levado para o centro de drenagem através de manobras manuais específicas com pressão externa e velocidades adequadas, que, se realizadas por um profissional competente, levam o líquido de dentro do vaso linfático a se deslocar e a produzir uma queda da pressão dentro do vaso, o que auxilia na entrada do excesso do líquido intersticial para o interior do vaso, através de pressão negativa. Considera-se uma abordagem suave e lenta, empurrando a linfa (líquido circulante no sistema linfático).
A drenagem linfática não produz emagrecimento, mas, ao melhorar a condição do edema existente no indivíduo, trazendo melhora na retenção de líquido pré-existente, passará essa impressão, pois há uma aparência de menor inchaço.
Fonte: Minha Vida

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