terça-feira, 7 de abril de 2015

4 dicas da neurociência para melhorar a sua concentração...

Do excesso de informações ao design dos escritórios, a rotina profissional está cheia de obstáculos para a concentração.
É injusto culpar apenas a tecnologia, o bode expiatório mais comum para justificar a distração. Usados com bom senso, recursos como apps e softwares podem ser grande aliados para a produtividade.

O problema está no mau uso desses dispositivos, de acordo com Carla Tieppo, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
A neurocientista afirma que as pessoas desenvolveram uma relação de dependência com a tecnologia. "É prazeroso checar as redes sociais ou trocar mensagens pessoais pelo smartphone", diz ela. "Para muita gente, esse hábito se tornou irresistível, como um vício".

As distrações, no entanto, causam um enorme prejuízo de tempo e energia. A cada interrupção, demoramos cerca de 23 minutos para voltar à nossa tarefa original, segundo uma especialista ouvida pelo Wall Street Journal.

Como então manter o foco? Não há solução mágica. Segundo Carla, as distrações só são vencidas pelo esforço e pela autodisciplina. “É preciso se policiar diariamente”, afirma ela.

Mesmo assim, a neurociência traz algumas orientações fáceis de implementar que podem ajudar os mais dispersos. Confira a seguir:

1. Divida sua jornada de trabalho em fatias

Segundo Carla, o cérebro humano consegue se fixar num único objeto durante 50 ou 60 minutos. Depois desse período, a atenção inevitavelmente se esvai.

A dica é trabalhar ininterruptamente durante esse bloco temporal, e então fazer um intervalo de cinco a 10 minutos para checar mensagens do celular, acessar redes sociais ou levantar para tomar um café.
“A pausa ajuda a descansar as áreas ativas no cérebro até então”, explica a professora. Após esse breve período de relaxamento, você estará pronto para outra sessão de trabalho.

2. Mantenha-se bem alimentado durante todo o dia

Trabalhar em jejum não é uma boa ideia para quem busca concentração. Isso porque o sitema atencional requer uma grande quantidade de energia, segundo a neurocientista.

Durante a jornada de trabalho, é aconselhável ter sempre algo no estômago: tanto para que haja força suficiente no organismo para manter o foco, quanto para que o cérebro não se distraia com a fome.
Não é necessário ingerir grandes quantidades de alimento. Segundo Carla, basta uma barrinha de cereais ou um suco entre as principais refeições do dia.

3. Ouça música (que você já conheça) 

Fones de ouvido podem ser um recurso excelente para manter o foco. Além de reduzir o ruído ambiente, ouvir música pode trazer bem-estar.“Não é bom escolher um repertório ‘deprê’, o ideal é que ele seja leve e prazeroso”, diz Carla. “É importante que você não se envolva demais com a trilha sonora, apenas relaxe com ela”.

A neurocientista recomenda escolher um repertório que você já conhece. Uma música nova exige mais atenção do cérebro, até para ele decidir se gosta dela ou não, por exemplo.
Uma sugestão é montar playlists com duração de 50 a 60 minutos, já que esse é o tempo máximo em que conseguimos prestar atenção ininterrupta. “Quando a música acabar, você já saberá que é hora de fazer a pausa”, diz ela.

4. Elimine a bagunça e o desconforto

De acordo com Carla, mesas de trabalho caóticas são “horríveis para o cérebro”. Isso porque o sistema nervoso tende a se espelhar no ambiente externo. “Se não há lógica do lado de fora, fica difícil se organizar mentalmente”, afirma.

É verdade que o caos pode ser um grande aliado na busca por criatividade e inovação. Mas, se o seu objetivo é terminar uma tarefa, é melhor manter a sua escrivaninha limpa e organizada.
A falta de cuidado com a ergonomia também pode gerar distrações. “A sua postura de trabalho deve ser correta e confortável, para que o seu cérebro não se concentre mais no cansaço do corpo do que no trabalho”, recomenda a professora.


Fonte: Exame.com / Saúde e Bem-estar 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Um estudo que prova que o chocolate faz emagrecer!...



Adoramos seu sabor, o modo como se derrete na língua, o bem-estar que ele nos traz... Infelizmente, nada pior do que o drama de consciência que sentimos logo depois de ter comido alguns quadradinhos de uma barra: quantas horas de ginástica vou precisar para queimar todas as calorias?

Este tipo de culpa poderia pertencer ao passado, pelo menos, se você quiser acreditar nos últimos estudos feitos sobre o chocolate. Na verdade, parece que um consumo alto de chocolate poderia lhe ajudar a manter o peso sob controle.
Há dois anos os pesquisadores americanos constataram que um consumo alto de chocolate traria, certamente, uma grande quantidade de calorias e matéria gordurosa ao organismo, mas que ela desencadearia também um índice de massa corporal (IMC) incrivelmente mais baixo. O estudo foi feito com de cerca de 1018 pessoas com idades entre 20 e 85 anos.

Cientistas europeus se dedicaram também sobre esta questão. Estes últimos levaram em conta jovens entre 12 e 18 anos dos quais eles estudaram sempre a mesma seção de pele através de uma análise bioelétrica: eles puderam assim avaliar a quantidade e a composição de massa gordurosa corporal dos jovens voluntários. Além disto, dados referentes ao regime alimentar e atividades físicas dos jovens foram coletadas duas vezes por semana.

O resultado é surpreendente!

Mais os jovens consumiam chocolate, mais seu índice de massa corporal (ICM), sua cintura e sua quantidade de gordura corporal era baixa. A idade ou o sexo pareciam não ter influência, mas ao contrário, estudos estão em andamento para ver se os hábitos alimentares (consumo regular de frutas e legumes ou tipo de bebidas preferidas) podem explicar este surprendente resultado. Qualquer que seja o resultado, o chocolate parece ter um efeito positivo sobre o peso e a quantidade de gordura corporal: para os cientistas, o mérito se deve à ação antioxidante dos polifenóis (em particular dos flavonóides) do chocolate. Sabemos de fato que estas substâncias permitem reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Podemos então dar liberdade total à gulodice?

Vamos poder devorar tabletes inteiros de chocolate sem remorsos? Não é tão simples assim. Os cientistas insistem sobre o fato de que estes primeiros resultados precisam ainda de confirmação.
É preciso principalmente estudar mais de perto alguns aspectos: há uma diferença entre comer chocolate amargo e chocolate ao leite, por exemplo?


Fonte: Saúde e Bem-estar