sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Hábitos que favorecem a má digestão...

 

1. Comer muito rápido


Ao comer rapidamente, cometemos dois erros cruciais - não mastigamos direito e não damos tempo suficiente ao nosso cérebro para perceber que estamos comendo.
 "Quando começamos a mastigar, nosso organismo libera uma enzima que facilita a quebra do alimento, iniciando o processo de digestão", explica o nutrólogo Fernando Bahdur Chueire, da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Desta maneira, é fundamental triturar bem os alimentos antes de engolir, para que a enzima tenha tempo de agir, facilitando o trabalho do estômago e evitando que o órgão fique sobrecarregado - fator que deixaria a digestão mais lenta. Além disso, cada refeição deve ter duração de pelo menos 20 minutos. "Esse é o tempo médio que leva para o intestino liberar o hormônio que ativa o centro de saciedade do cérebro depois que começamos a nos alimentar", explica. Almoçar em menos tempo que isso  não irá proporcionar a sensação de saciedade, fazendo que com a ingestão seja exagerada, dificultando a digestão e favorecendo problemas como refluxo. "Comer demais também torna o processo de digestão mais demorado, causando sensação de mal estar", alerta o nutrólogo. De acordo com o profissional, o ideal é comer até sentir-se bem e não até ficar "cheio". 

 

2. Líquidos durante a refeição


 "Quando alguém bebe muito líquido enquanto come, o estômago enche mais, podendo causar mal estar devido ao maior tempo de digestão necessário para esvaziar o órgão", aponta a gastroenterologista Mara. Tomar um copo de suco de até 150 ml, no entanto, não interfere de forma significativa na digestão e pode até facilitar o processo de mastigação. Mas a ressalva fica para as bebidas gaseificadas: elas provocam a dilatação do estômago, levando a uma maior ingestão de comida e prejudicando o processo digestivo. "Acompanhar a refeição com qualquer tipo de bebida não é recomendado apenas para quem sofre de doença do refluxo gastroesofágico, pois aumenta o risco de azia." 

 

 3. Sono inadequado

 

Descansar após as refeições, tirando um cochilo leve, pode ajudar na digestão porque está relacionada, sobretudo, ao repouso. "Dando um tempo das atividades pesadas, o fluxo sanguíneo permanece focado nos órgãos envolvidos na digestão sem qualquer problema", afirma o nutrólogo Fernando. Além disso, o ideal é repousar com a cabeça levemente inclinada para cima, pois isso ajuda na descida dos alimentos. "Ficar completamente deitado pode favorecer o refluxo ou mesmo atrapalhar a digestão", explica o especialista. A soneca, entretanto, deve durar apenas alguns minutos, pois ao entrarmos em sono profundo, o metabolismo fica lento, dificultando o processo de digestão. Caso queira dormir mais profundamente, espere de duas a três horas após a refeição. 


Fonte: minhavida.com.br

Bailarina cria marca de meias-calças para vários tons de pele

Erin Carpenter sempre amou dançar e frequentou aulas de balé clássico e outras modalidades de dança desde pequena. Porém, por ser uma mulher negra, não foi tão fácil seguir a carreira no que amava. Durante o Ensino Médio, ela foi expulsa de uma aula porque não estava usando “uniforme”. Na realidade, Erin estava com a mesma roupa que as outras alunas, mas não encontrava meias-calças da cor da sua pele – todas eram produzidas pensando apenas em peles claras.

 Por que as bailarinas negras sofrem mais? | by João Malafaia | Medium

“Eu morri de vergonha porque tive que ir na frente de toda a classe e todos achavam que eu tinha feito algo errado. Quando perguntei pra professora o que eu deveria fazer, já que não havia meias do meu tom de pele para vender, ela disse que era pra eu pintar as meias-calças e as sapatilhas para que ficassem da cor da minha pele. Eu achei aquilo ridículo”, contou Erin ao Refinery29.

Apesar de não concordar, aquela era a única maneira de continuar fazendo o que amava, então Erin passou a pintar todas os seus uniformes com base. Muitos anos depois, quando já era dançarina profissional, teve a ideia de transformar essa experiência traumática em um negócio e criou a Nude Barre, lançada oficialmente em 2011. Com ajuda de algumas colegas dançarinas, desenvolveu 12 cores diferentes de “nude”, que combinam com praticamente todos os tons de pele.

A Nude Barre vende meias-calças, meias arrastão, calcinhas e sutiãs. Além da variedade de tons, a marca também tem uma variedade grande de tamanhos, do PP ao 2XG, e alguns tamanhos infantis. No site, há um teste para que seja mais fácil conseguir encontrar o tom perfeito pela internet. “Marcas que não são inclusivas alimentam o racismo estrutural. Elas não ligam para a diversidade dos compradores e, por isso, podemos ver que houve um boom de marcas e empreendimentos criados por pessoas negras. Só assim conseguimos nos sentir representadas”, disse Erin.

De acordo com uma pesquisa feita pela American Express, de 2007 a 2018 realmente houve um aumento muito grande no número de empreendimentos criados por mulheres latinas e pretas. A empresa de Erin conta com 5 funcionárias e passou por alguns momentos de dificuldade em meio à pandemia. “Por um lado, a marca conseguiu mais visibilidade e mais gente acabou nos conhecendo. Isso se deve muito a visibilidade do Black Lives Matter também. Porém, por outro lado, algumas das fábricas com quem trabalhávamos tiveram que fechar e isso nos impactou”, conta a empresária.

Apesar das dificuldades, Erin está focada em fazer a marca crescer e, no futuro, quer expandir ainda mais a gama de tons de pele e tamanhos. Nos próximos meses, a Nude Barre deve começar a ser vendida em algumas lojas multimarcas físicas. Um de seus maiores sonhos é também começar a produzir bodies, cintas e camisolas.


Fonte: Revista Cláudia

domingo, 11 de setembro de 2016

Suicídio poderia ser evitado se sinais não fossem banalizados.

Mais de 800 mil pessoas cometem suicídio a cada ano no mundo. No Brasil, o último dado do Ministério da Saúde mostra que em 2014 foram mais de 10.600 casos no país.
Segundo a coordenadora da Comissão de Combate ao Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria, Alexandrina Meleiros, 98% desses indivíduos tinham transtornos mentais, como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, dependência de drogas. Dia 10/09, é considerado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Dificuldades como as que vêm com a velhice, crises financeiras, solidão, fim de relacionamentos amorosos são considerados fatores de risco para o suicídio, já que funcionam como gatilho para desencadear crises dos transtornos. “Mas isso não quer dizer que quem tem transtorno vai se matar. Essa é uma condição necessária para o suicídio, mas não suficiente”, ressaltou Alexandrina. Para a especialista, de cada dez suicídios, nove poderiam ter sido evitados com diagnóstico e tratamento corretos dos transtornos. “A maioria das pessoas, cerca de 70% delas, dá algum tipo de sinal [de que pensa em tirar a própria vida], mas muitas vezes os sinais são banalizados. Frases como: a vida não vale mais a pena; melhor morrer; queria desaparecer são sinais de alerta. Esse alerta é um pedido de ajuda comum, pois todo suicida tem uma ambivalência: ele quer morrer porque quer fugir dos problemas, mas também quer ajuda”, explicou a psiquiatra.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, a maior parte das pessoas que pensa em cometer suicídio enfrenta uma doença mental que altera, de forma radical,  a percepção da realidade e interfere no livre arbítrio. O tratamento da doença é a melhor forma de prevenir. 
Quem convive com essas pessoas, como colegas de trabalho, parentes e amigos, são os que mais podem perceber os sinais de que alguém pensa em desistir da própria vida. “A pessoa mudou o comportamento, ficou mais triste, mais desanimado, passou a faltar o trabalho, não rende do mesmo jeito. São vários os indícios de reações depressivas ou quadros depressivos de maior severidade, que podem levar ao suicídio”, disse a psiquiatra. Ela aconselha que quem perceber esses sinais dê atenção, se disponha a ouvir e sugerir acompanhamento especializado, caso necessário.
Idosos
A mortalidade por suicídio é maior entre os idosos. As limitações físicas, perda de autonomia, morte de entes queridos são fatores relacionados aos casos nesta faixa etária, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), José Elias Pinheiro.
“A depressão no idoso é o maior fator de risco daqueles que tentam contra vida e o diagnóstico não é fácil, não existe um exame sorológico que diga que o paciente tem depressão. Muitos sinais como ausência do convívio social, o recolhimento, podem ser vistos como algo que faz parte do processo natural de envelhecimento, porém, se esse comportamento for diferente da rotina anterior da pessoa, pode ser um sinal de alerta para procurar ajuda profissional”, ressaltou o profissional.
De acordo com o geriatra Ulisses Cunha, 70% dos casos de suicídio nesta fase da vida podem ser atribuídos à depressão, além de psicoses, demências e abuso de drogas, como o álcool.
As estatísticas apontam que o maior número de suicídios ocorre entre os 65 e 70 anos de idade. Os especialistas recomendam que os idosos não fiquem sozinhos em datas marcantes, como morte de um ente familiar ou aniversário, pois são momentos que serve de gatilho para pensamentos destrutivos.
A sociedade médica também alerta para o “suicídio passivo-crônico” – ou seja, um suicídio lento, não claramente manifesto. Pinheiro explica que geralmente esse tipo de suicídio ocorre quando o idoso recebe o diagnóstico de alguma doença crônica, muitas vezes progressiva, mas que não tira a capacidade cognitiva. “Nesse processo progressivo de perda da independência, o indivíduo mantém o grau de lucidez, e vê a independência comprometida, precisa deixar de fazer atividades diárias, como fazer passeio, ir ao banco. Ele começa uma recusa a se alimentar, a usar medicamentos, deixa de ter atitudes que o põem em risco, como provocar quedas. O indivíduo vai negando as funções básicas, como ingerir alimentos e água”, descreve Pinheiro.
Adolescentes
Enquanto o maior índice de suicídio está entre os idosos, a faixa etária entre 15 e 19 anos registrou o maior aumento de mortes. A alta de casos nesta faixa etária chegou a 30%, superior a 10,8% na média nacional entre 2000 e 2012.
“Vários fatores estão levando nossos jovens a se matarem mais. Lares desfeitos, aumento do abuso de drogas, aumento do alcoolismo, os jovens perderam o sentido do verbo ser e passaram a valorizar o verbo ter. É o imediatismo, o consumismo, fatores que fazem com que os jovens não desenvolvam tolerância para frustrações e diante delas, acabam optando por tirar a própria vida”, disse a psiquiatra Alexandrina Meleiro.
Fatores de proteção
Profissionais preparados para lidar com essas situações, informar a população, reduzir o acesso aos meios de execução e acompanhamento profissional podem evitar as mortes. “A espiritualidade também é considerada um fator de proteção. E não estamos falando em religião, e sim em crença, até ser ateu. Ter uma crença afasta a possibilidade de pensamentos suicidas”, acrescentou Alexandrina.
Para a especialista, a atenção básica de saúde deveria estar preparada para identificar sinais de alerta, ter familiaridade com o assunto e encaminhar o paciente para o serviço especializado, mas essa não é a realidade no sistema de saúde brasileiro. “O paciente com perfil suicida precisa de pessoas com familiaridade com o assunto. Muitas vezes uma palavra não positiva pode detonar o gesto suicida, cada vez mais o profissional tem que estar familiarizado com o assunto para ter a possibilidade de mudar um destino que poderia ser trágico daquele paciente”.
Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2014 foram registrados 10.653 óbitos por suicídio no Sistema de Informação de Mortalidade, taxa média de 5,2 por 100 mil habitantes, praticamente metade da média mundial (11,4 por 100 mil). Na Argentina, a taxa é de 10,3 por 100 mil habitantes; Bolívia (12,2), Equador (9,2), Uruguai (12,1) e Chile (12,2).
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% dos suicídios no mundo ocorrem por envenenamento com pesticidas, a maioria é registrado em zonas rurais de países com baixa e média renda. Outros métodos recorrentes são enforcamento e uso de armas de fogo.
O conhecimento dos métodos de suicídio mais utilizados é importante para a elaboração de estratégias de prevenção que têm se mostrado eficazes, como a restrição de acesso aos meios de suicídio.
Fonte: msn.com

domingo, 3 de julho de 2016

Doenças do inverno: a relação entre sinusite e saúde bucal

O inverno chegou e, com ele, uma série de incômodos e inflamações comuns no período mais frio do ano. A sinusite é uma delas: atinge cerca de 30 milhões de brasileiros por ano. Deste total, 10% dos casos tem origem ligada a problemas dentários ou procedimentos odontológicos mal sucedidos.

A sinusite é causada por inflamações nos seios maxilares, área do crânio próxima à arcada dentária, separada dos dentes posteriores apenas por uma camada de ossos e ligada à região bucal por diversos vasos sanguíneos. Entre os problemas que podem desencadear a inflamação, a cárie em estado avançado é um dos principais. Segundo o dentista Juliano Borges Peres (CRORS 14206), um dente em processo infeccioso pode criar uma lesão na sua raiz, atingindo o seio maxilar e causando a inflamação que origina a sinusite.

Procedimentos dentários mal sucedidos também podem inflamar os seios faciais. Em determinadas extrações dentárias, pedaços da raiz de um dente ou mesmo produtos utilizados durante a operação podem acabar gerando uma inflamação na área. Durante o tratamento inadequado de uma raiz, por exemplo, um cisto pode acabar se formando na sua base, gerando um corpo estranho que pode penetrar na cavidade do seio facial.

Em ambos os casos, é necessária a realização de uma cirurgia simples de remoção dos corpos estranhos que estejam causando a infecção. Embora ligada a complicações bucais em 10% dos casos, é recomendado que o paciente consulte primeiro um  otorrinolaringologista, profissional mais indicado para exames que envolvam os seios maxilares. Para reconhecer o que está originando a sinusite, é indicada uma tomografia computadorizada da região. Entre os sintomas mais comuns, estão dor de cabeça, dor de dente e gosto e cheiro ruim na boca. 

Entre os sintomas da sinusite, a obstrução das vias nasais pode fazer com que as pessoas afetadas pela inflamação respirem pela boca, o que diminui a produção de saliva e causa secura, dificuldade de deglutição e lábios rachados. Para acabar com o ressecamento, é indicado beber bastante água e evitar o consumo de tabaco, álcool e bebidas com cafeína, como café, chás e refrigerantes.


Fonte: msn.com/saúde

domingo, 1 de novembro de 2015

Você sabe por que muitas pessoas rangem os dentes? E como parar?

Já lhe aconteceu de acordar com dores de cabeça, no maxilar e na face? Se isso acontece com alguma frequência, você pode sofrer de bruxismo noturno. Mas porque muitas pessoas rangem os dentes durante a noite? Os especialistas explicam que isto se deve ao estresse e a ansiedade.

Como reporta o jornal El Confidencial, segundo um estudo realizado por especialistas do Hospital Ruber Dental de Madrid, mais de 70% da população adulta pode sofrer de bruxismo na Espanha.

Além de desgastar os dentes e o deixar com dores de cabeça, de ouvidos, no maxilar e no rosto, ranger os dentes durante a noite pode provocar o aparecimento de cáries, gengivites, traumatismos nas gengivas e até pode fazer com que fique com o maxilar preso.
Mas além do estresse, os especialistas sugerem que o bruxismo também pode ser um efeito secundário do maxilar desalinhado ou do consumo de alguns medicamentos.

Para combater este problema pode utilizar um aparelho protetor durante a noite, que deve ser feito sob medida por um dentista. Nunca deve usar um protetor de silicone como os que os pugilistas utilizam, uma vez que se o seu bruxismo for por causa do maxilar desalinhado pode agravar ainda mais o problema.

Mas se quiser mesmo prevenir este problema, pode tentar diminuir o estresse seguindo as seguintes recomendações: ingerir menos cafeína; evitar o álcool; não mascar chicletes; seguir uma dieta saudável e equilibrada; fazer exercícios de respiração; fazer exercícios para relaxar a zona do maxilar; manter uma rotina pré-sono; e pensar positivo.


Fonte: Notícias ao minuto

terça-feira, 7 de abril de 2015

4 dicas da neurociência para melhorar a sua concentração...

Do excesso de informações ao design dos escritórios, a rotina profissional está cheia de obstáculos para a concentração.
É injusto culpar apenas a tecnologia, o bode expiatório mais comum para justificar a distração. Usados com bom senso, recursos como apps e softwares podem ser grande aliados para a produtividade.

O problema está no mau uso desses dispositivos, de acordo com Carla Tieppo, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
A neurocientista afirma que as pessoas desenvolveram uma relação de dependência com a tecnologia. "É prazeroso checar as redes sociais ou trocar mensagens pessoais pelo smartphone", diz ela. "Para muita gente, esse hábito se tornou irresistível, como um vício".

As distrações, no entanto, causam um enorme prejuízo de tempo e energia. A cada interrupção, demoramos cerca de 23 minutos para voltar à nossa tarefa original, segundo uma especialista ouvida pelo Wall Street Journal.

Como então manter o foco? Não há solução mágica. Segundo Carla, as distrações só são vencidas pelo esforço e pela autodisciplina. “É preciso se policiar diariamente”, afirma ela.

Mesmo assim, a neurociência traz algumas orientações fáceis de implementar que podem ajudar os mais dispersos. Confira a seguir:

1. Divida sua jornada de trabalho em fatias

Segundo Carla, o cérebro humano consegue se fixar num único objeto durante 50 ou 60 minutos. Depois desse período, a atenção inevitavelmente se esvai.

A dica é trabalhar ininterruptamente durante esse bloco temporal, e então fazer um intervalo de cinco a 10 minutos para checar mensagens do celular, acessar redes sociais ou levantar para tomar um café.
“A pausa ajuda a descansar as áreas ativas no cérebro até então”, explica a professora. Após esse breve período de relaxamento, você estará pronto para outra sessão de trabalho.

2. Mantenha-se bem alimentado durante todo o dia

Trabalhar em jejum não é uma boa ideia para quem busca concentração. Isso porque o sitema atencional requer uma grande quantidade de energia, segundo a neurocientista.

Durante a jornada de trabalho, é aconselhável ter sempre algo no estômago: tanto para que haja força suficiente no organismo para manter o foco, quanto para que o cérebro não se distraia com a fome.
Não é necessário ingerir grandes quantidades de alimento. Segundo Carla, basta uma barrinha de cereais ou um suco entre as principais refeições do dia.

3. Ouça música (que você já conheça) 

Fones de ouvido podem ser um recurso excelente para manter o foco. Além de reduzir o ruído ambiente, ouvir música pode trazer bem-estar.“Não é bom escolher um repertório ‘deprê’, o ideal é que ele seja leve e prazeroso”, diz Carla. “É importante que você não se envolva demais com a trilha sonora, apenas relaxe com ela”.

A neurocientista recomenda escolher um repertório que você já conhece. Uma música nova exige mais atenção do cérebro, até para ele decidir se gosta dela ou não, por exemplo.
Uma sugestão é montar playlists com duração de 50 a 60 minutos, já que esse é o tempo máximo em que conseguimos prestar atenção ininterrupta. “Quando a música acabar, você já saberá que é hora de fazer a pausa”, diz ela.

4. Elimine a bagunça e o desconforto

De acordo com Carla, mesas de trabalho caóticas são “horríveis para o cérebro”. Isso porque o sistema nervoso tende a se espelhar no ambiente externo. “Se não há lógica do lado de fora, fica difícil se organizar mentalmente”, afirma.

É verdade que o caos pode ser um grande aliado na busca por criatividade e inovação. Mas, se o seu objetivo é terminar uma tarefa, é melhor manter a sua escrivaninha limpa e organizada.
A falta de cuidado com a ergonomia também pode gerar distrações. “A sua postura de trabalho deve ser correta e confortável, para que o seu cérebro não se concentre mais no cansaço do corpo do que no trabalho”, recomenda a professora.


Fonte: Exame.com / Saúde e Bem-estar 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Um estudo que prova que o chocolate faz emagrecer!...



Adoramos seu sabor, o modo como se derrete na língua, o bem-estar que ele nos traz... Infelizmente, nada pior do que o drama de consciência que sentimos logo depois de ter comido alguns quadradinhos de uma barra: quantas horas de ginástica vou precisar para queimar todas as calorias?

Este tipo de culpa poderia pertencer ao passado, pelo menos, se você quiser acreditar nos últimos estudos feitos sobre o chocolate. Na verdade, parece que um consumo alto de chocolate poderia lhe ajudar a manter o peso sob controle.
Há dois anos os pesquisadores americanos constataram que um consumo alto de chocolate traria, certamente, uma grande quantidade de calorias e matéria gordurosa ao organismo, mas que ela desencadearia também um índice de massa corporal (IMC) incrivelmente mais baixo. O estudo foi feito com de cerca de 1018 pessoas com idades entre 20 e 85 anos.

Cientistas europeus se dedicaram também sobre esta questão. Estes últimos levaram em conta jovens entre 12 e 18 anos dos quais eles estudaram sempre a mesma seção de pele através de uma análise bioelétrica: eles puderam assim avaliar a quantidade e a composição de massa gordurosa corporal dos jovens voluntários. Além disto, dados referentes ao regime alimentar e atividades físicas dos jovens foram coletadas duas vezes por semana.

O resultado é surpreendente!

Mais os jovens consumiam chocolate, mais seu índice de massa corporal (ICM), sua cintura e sua quantidade de gordura corporal era baixa. A idade ou o sexo pareciam não ter influência, mas ao contrário, estudos estão em andamento para ver se os hábitos alimentares (consumo regular de frutas e legumes ou tipo de bebidas preferidas) podem explicar este surprendente resultado. Qualquer que seja o resultado, o chocolate parece ter um efeito positivo sobre o peso e a quantidade de gordura corporal: para os cientistas, o mérito se deve à ação antioxidante dos polifenóis (em particular dos flavonóides) do chocolate. Sabemos de fato que estas substâncias permitem reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Podemos então dar liberdade total à gulodice?

Vamos poder devorar tabletes inteiros de chocolate sem remorsos? Não é tão simples assim. Os cientistas insistem sobre o fato de que estes primeiros resultados precisam ainda de confirmação.
É preciso principalmente estudar mais de perto alguns aspectos: há uma diferença entre comer chocolate amargo e chocolate ao leite, por exemplo?


Fonte: Saúde e Bem-estar